Por Cel Wolney Dias Ferreira

Diante do compromisso assumido pelo governo federal de passar a trabalhar de forma mais integrada com as forças de segurança do estado, conforme ficou estabelecido na reunião do ultimo dia 5 de junho em Brasília, a Polícia Militar reformulará parte de seu planejamento estratégico. A mudança tem dois objetivos imediatos: reduzir os confrontos armados e ampliar a sensação de segurança nas ruas.

Com o apoio dos serviços de inteligência da Abin e da Polícia Federal, será possível realizar operações pontuais e planejadas para reprimir o crime organizado, tanto para recolher o maior número possível de armamentos quanto para impedir ações articuladas de quadrilhas. A proliferação de fuzis, pistolas e outros armamentos modernos – a grande maioria fabricados no exterior –  precisa ser reprimida com o máximo de empenho. A apreensão pela Polícia Civil do Rio de 60 fuzis no Aeroporto Internacional Tom Jobim, na semana passada, foi uma demonstração clara da dimensão do problema. Só  este ano, a Polícia Militar apreendeu 200 fuzis.

Além de asfixiar com mais eficiência a circulação de armas, essa mudança de estratégia possibilitará o reforço no policiamento ostensivo e preventivo nos bairros e nas vias expressas que cortam a cidade do Rio e demais municípios da região metropolitana, hoje as áreas mais preocupantes do estado.

Para o sucesso dessa nova estratégia, em especial na capital, será imprescindível a participação da Prefeitura do Rio, combatendo de forma permanente a desordem urbana e implementando ações sociais nas áreas de habitação, saúde, educação, lazer, entre outras.