Manter a essência do programa das Unidades de Polícia Pacificadora e reforçar o policiamento ostensivo das áreas de maior incidência criminal da Região Metropolitana do estado. Estes são os dois pilares principais do estudo desenvolvido pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro apresentado na noite de terça-feira (22/08/2017) e amplamente detalhado pelo Comandante-Geral da Corporação, Coronel Wolney Dias Ferreira, em sucessivas entrevistas aos principais veículos de comunicação.

Antes de seguir para uma das entrevistas que concedeu durante esta quarta-feira, o Coronel Dias fez questão de frisar:

– O sucesso das medidas que adotamos será alcançado graças à capacidade criativa de nossos gestores de política de segurança e, sobretudo, ao empenho e garra de nossa tropa, um contingente de verdadeiros guerreiros que tenho muito orgulho em comandar.

Em linhas gerais, o projeto prevê a transferência de três mil policiais das UPPs para atuarem em batalhões convencionais da capital, da Baixada Fluminense e da região de Niterói e São Gonçalo. Também receberão reforço o Batalhão de Policiamento de Vias Especiais (BPVE) e o Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTur). A realocação desse efetivo foi resultado da reestruturação do efetivo administrativo da UPPs, que se baseou na eliminação dos serviços não essenciais e na padronização das escalas. As áreas administrativas das UPPs passam a ser incorporadas pelos batalhões das áreas onde estão localizadas.

As estruturas administrativas das UPPs dos Complexos da Penha e do Alemão foram mantidas e as duas unidades vizinhas serão transformadas em um Batalhão de Polícia Pacificadora. O comando das UPPs, antes uma unidade unicamente operacional, passar a ser incorporada à área estratégica ligada ao comando da Corporação. Em até 45 dias, as medidas começam a ser colocadas em prática.

Salvo raras exceções, as primeiras reações da sociedade, expressadas pelas redes sociais, são de aprovação à reestruturação das UPPs. Todos reconhecem o esforço sem medida do Comando da Corporação em ampliar ao máximo a nossa capacidade de policiamento ostensivo, considerando o momento de profunda crise financeira vivido pelo estado.

BENEFÍCIOS DO PROJETO DE REESTRUTURAÇÃO

– O programa das UPPs fica preservado em sua essência, pois seu efetivo operacional será mantido. As mudanças serão apenas nas atividades administrativas, que passam a ser absorvidas pelo batalhão da área.

– Fortalecimento do conceito do policiamento de proximidade em toda a Corporação, já que haverá um entrosamento maior entre os batalhões convencionais e as UPPs.

– Com essa medida estamos atendendo a um anseio da sociedade – aumento do policiamento ostensivo – e ao mesmo tempo visando à redução da vitimização policial, principalmente na folga.

– Com a integração entre as UPPs e os batalhões, haverá uma maior racionalidade no planejamento e execução das ações policiais, beneficiando, assim, a área operacional.