Lançado há pouco mais de dois meses, o programa Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida já se consolidou como um sucesso. Nesse curto período de tempo, os quase 200 policiais militares que atuam diariamente em 42 unidades da Corporação em todo território estadual já alcançaram números promissores: 1.61 fiscalizações de medidas protetivas, 642 visitas de acompanhamento e assistência à mulher vítima e 11 prisões de agressores.

Inspirado em experiências pontuais em cidades do Rio de Janeiro e em outros municípios do país, a Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro concebeu o programa para prestar um atendimento estruturado e especializado aos casos de violência doméstica em todos os municípios do estado.

Trata-se de um programa de segurança pública estratégico, realizado em parceria com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e outras instituições públicas e da sociedade civil. As denúncias de violência doméstica (na maioria dos casos contra mulher) lideram com larga margem o ranking dos acionamentos ao Serviço 190 , na Região Metropolitana, e às salas de operações dos batalhões do interior.

– Os primeiros números são muito promissores. Mostram que estamos no caminho certo para reverter o inaceitável índice de violência contra mulheres – comemora a Major Cláudia Moraes, da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e uma das responsáveis pela implantação do programa. Ela lembra que, no longo prazo, com a redução do número de chamadas do Serviço 190 para atender casos de emergência de violência doméstica, a Polícia Militar terá maior disponibilidade para ampliar o patrulhamento nas ruas e para atender outros tipos de cham

ada.

– Além de intolerável sob todos os aspectos, a violência doméstica ainda impacta na segurança pública em geral – observa ainda a Major Cláudia.

Ela não tem dúvidas de que, na medida em que o Patrulha Maria da Penha for ganhando visibilidade e conquistando ainda mais a confiança das mulheres (muitas delas sofrem violência caladas por constrangimento), os resultados do programa serão ainda mais expressivos.

O primeiro levantamento estatístico feito sobre o trabalho dos policiais militares do Patrulha Maria da Penha confirma a tendência observada nas ligações feitas ao Serviço 190. Das 1.161 fiscalizações de medidas protetivas feitas até agora, 41% ocorreram na capital, 30% na Baixada Fluminense e 29% nas demais regiões do estado.