Além de diplomar 26 policiais militares e bombeiros militares no início de 2020, o III Curso Auxiliar de Investigação e Perícia Criminal (IIICAuxIPC) deixará um legado importante. Ministradas por instrutores do Centro de Criminalística (CCRIM) da Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro, as aulas práticas e teóricas dessa terceira edição estão sendo gravadas em vídeo, para, numa segunda etapa, constituírem-se em módulos de material didático para cursos de Educação à Distância (EaD) ou para instruções internas.

Para o Chefe do CCRIM, Tenente-Coronel Leandro Augusto Rasteiro, a iniciativa marca mais uma ação de pioneirismo nacional da unidade da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Fundado há 31 anos, o CCRIM transformou ao longo desse tempo numa referência em perícia criminal militar, oferecendo cursos para militares de todo o país e produzindo laudos técnicos para corporações coirmãs do Rio de Janeiro e de outros estados.

Iniciado no final de agosto, com uso de equipamentos de ponta adquiridos recentemente, o III CauxIPC está qualificando 26 alunos – 21 policiais militares do Rio de Janeiro, um policial militar do Distrito Federal e quatro bombeiros militares do Rio.

-Esses módulos de material didático que estamos produzindo serão fundamentais para qualificar nossas instruções internas, como também para difundir nossa expertise a outros estados. Estaremos em condições de transmitir nosso conhecimento à distância – afirma o Major Cláudio Perini, SubChefe do CCRIM e Coordenador do III CauxIPC.

Estão sendo gravadas aulas práticas de exames de balística ou mesmo de simulação de local de crime com utilização de drone. As imagens dessas instruções práticas são exibidas nas aulas teóricas como importantes ferramentas pedagógicas e farão parte dos módulos de EaD.

Mas nem todas as etapas do curso podem ser filmadas. Foi o caso da visita de instrutores e alunos na Casa da Moeda do Brasil, em Santa Cruz, no início deste mês de outubro. Como o sistema de segurança da instituição é extremamente rígido, o visitante não pode ingressar com câmeras fotográficas ou qualquer outro equipamento que possa produzir imagem.

– Essa visita é uma importante fonte de aprendizado para as perícias de documentos. Além de cédulas e moedas, a Casa da Moeda produz documentos de segurança com marcas d’água – explica o Major Cláudio.