A marca histórica de 501 fuzis aprendidos durante o ano de 2019 pela Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro reflete duas constatações. A primeira é o reconhecimento da dedicação e empenho de milhares de policiais militares que, ao longo do ano, realizaram quase cinco mil operações, a maioria delas em cenário extremamente hostil. A segunda constatação é a quantidade absurda dessas armas de guerra, com alto poder de destruição, que chegam às mãos de criminosos.

Obtida na tarde desta sexta-feira (27/12), numa operação realizada na Baixada Fluminense, a marca de 501 fuzis superou com folga o total de apreensões dessas armas durante todo o ano de 2018 (330) e de 2017 (382).

Desses 501 fuzis retirados de circulação entre 1º de janeiro a 27 de dezembro deste ano, 113 foram apreendidos por unidades de operações especiais, que operam em todas as áreas do estado. Dos 387 restantes, 231 foram apreendidos na capital, sendo mais da metade em áreas conflagradas das zonas Oeste e Norte, sob a jurisdição do 2º CPA (Comando de Policiamento de Área); 70 na Baixada Fluminense, jurisdição do 3º CPA; 61 na área do 4º CPA (batalhões localizados em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Cabo Frio), e 26 no interior, a maioria pelas unidades de Angra dos Reis e Macaé.

Uma análise sobre a procedência dos fuzis confirma estudo recentemente realizado pela Subsecretaria de Inteligência da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Dos 501 fuzis apreendidos, 94% foram fabricados no exterior. Essas armas, em sua grande maioria, são produtos do tráfico internacional de armas que alimentam as facções criminosas instaladas em comunidades de baixa renda da Região Metropolitana e de alguns municípios do interior.