Na manhã desta sexta-feira (20/12), a presença feminina na Polícia Militar do Rio de Janeiro conquistou mais um espaço importante. A Cabo PM Caroline da Silva Pimental Reis entra para a história da Corporação como a primeira praça feminina a fazer parte da seleta equipe de Controle de Distúrbios Civis do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq).

Há quase nove anos na Polícia Militar, a CB Caroline faz parte do grupo de 26 policiais que concluíram o curso de especialização do BPChq destinado a praças da Corporação, conquistando a segunda melhor nota da turma.

Aos 32 anos de idade, formada em Odontologia e mãe de dois filhos gêmeos adolescentes, está habilitada a partir de agora a atuar em missões de restabelecimento da ordem pública, reintegração de posse rural ou urbana, resolução de conflitos agrários, intervenção em ambiente prisional, segurança de instalações sensíveis e policiamento em grandes eventos.

Como policial, especialmente no período em atuou em Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), a Cb Caroline enfrentou muitos desafios e se sente bem preparada para assumir sua nova missão no BPChq.

– Sempre fui admiradora do BPChq e sempre tive vontade de me especializar em algo específico. Estou muito feliz – disse ela após a cerimônia de formatura da 14ª Turma do Curso de Controle de Distúrbios Civis no pátio da unidade.

Durante a formatura, a Capitão Tatiane Lima, do BPChq, proferiu um discurso, prestando homenagem a mais uma pioneira da Corporação. Depois de enaltecer o trabalho das mulheres em diferentes missões, inclusive no policiamento ostensivo, a oficial ressaltou:

– Hoje, a CB Caroline mostrou que não é um sexo frágil, mãe de dois filhos gêmeos e formada em Odontologia, Caroline está abrindo as portas para nossas guerreiras policiais femininas que almejam a proteção nas ruas assim como essa jovem – elogiou a Capitão.

E concluiu: “Honre esse brevê que carregarás no peito a partir de agora!!! Não precisa se masculinizar para provar nada para ninguém. Portanto, continue sendo essa mulher feminina, mãe e delicada. Apenas trabalhe com ética e coragem, mas nunca perca a ternura! Não devemos cultuar uma guerra de gênero, devemos somar forças, homens e mulheres, pois o nosso inimigo está lá fora, e ele não tem cara, não tem cor, não tem gênero e não tem idade”.