Até o final desta semana (14/02), policiais miliares do Comando de Polícia Ambiental  (CPAm) concluem o levantamento minucioso de afluentes e efluentes que deságuam na bacia hidrográfica do Rio Guandu.

Iniciado no último sábado (08/02), o trabalho consiste no mapeamento fotográfico e georreferenciado de 35 quilômetros do rio, entre a estação de captação da Cedae e represa da hidrelétrica de Paracambi. A bacia do Guandu é a fonte primária de abastecimento d’água da capital do estado e dos municípios da Baixada Fluminense.

Com apoio de uma equipe do Grupamento Aeromóvel (GAM), os policiais militares do CPAm estão subindo o rio em duas embarcações, uma em cada margem, para identificar e fotografar todos os pontos de despejo de água na bacia.

Farão parte do levantamento todos os pontos de despejo que chegam à bacia hidrográfica – rios e canais naturais (afluentes) e tubulações ou valas clandestinas (efluentes). O levantamento será compartilhado com a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade e com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
– Após esse trabalho, os técnicos dos dois órgãos ambientais estaduais terão condições de colher amostras de água de todos esses pontos. As amostras indicarão a carga de poluentes e o tipo de substância tóxica despejada na bacia, além de ajudar a identificar a origem da fonte poluidora – explica o Comandante do CPAm, Coronel Rodrigo Sanglard.

Ocupando uma área de 3.600 quilômetros quadrados, a  bacia hidrográfica do Rio Guandu é formada pelos rios Guandu, da Guarda e Guandu-Mirim, e abrange 15 municípios: Seropédica, Itaguaí, Paracambi, Japeri, Queimados, Miguel Pereira, Vassouras, Piraí, Rio Claro, Engenheiro Paulo de Frontin, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Mendes, Mangaratiba e Barra do Piraí.